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Nosso mundo muda cada vez mais rápido. A cada ano, tecnologias se atualizam, e novas formas de pensar e de fazer as coisas surgem. É por isso que a criação de uma cultura de inovação nas empresas nunca foi tão importante. Uma pesquisa de 2015 feita pela CNI com cem executivos brasileiros mostra que 57% das empresas pretendem aumentar o investimento em inovação nos próximos cinco anos. É por isso que você, que está começando uma empresa, precisa se preocupar com isso também.

E você já está em vantagem: empresas pequenas, com menos pessoas e mais flexibilidade para arriscar, conseguem aplicar a inovação no seu dia a dia com mais naturalidade. Por isso, quanto antes você começar, melhor vai ser para o seu negócio.

A boa notícia é que já existem milhares de pessoas no mundo criando e aplicando metodologias que pretendem justamente assegurar que a busca por inovação esteja presente na rotina das empresas, a chamada inovação ágil. A metodologia mais popular, que tem sido usada principalmente no setor de tecnologia, é o Scrum, uma forma de organização e execução de projetos que prioriza a inovação, a agilidade e os resultados.

Se você acha que o seu negócio pode se beneficiar dela, existem inúmeros cursos, livros e artigos na internet sobre o assunto. Mas não importa a sua área de atuação, existem lições que qualquer negócio pode tirar com alguns conceitos das metodologias ágeis. Nós selecionamos alguns deles que vão ajudar a sua empresa a inovar cada vez mais:

Inovação para dentro e para fora

Você pode criar o produto ou serviço mais inovador de todos. Seu negócio só vai inovar mesmo se a criatividade e a experimentação também estiverem presentes dentro da empresa, e todos que trabalharem nela perceberem isso. Para que os métodos ágeis funcionem, os líderes de projetos precisam fomentar uma cultura em que as ideias e as experimentações sejam incentivadas e valorizadas, e em que os fracassos sejam encarados como oportunidades para aprender.

Mais autonomia, menos burocracia

E como fazer isso? Com equipes autogeridas formadas por um número pequeno de pessoas que não precisam validar cada decisão com os líderes do negócio. Estes times têm autonomia para experimentar, testar modelos e analisar o que dá certo e o que não dá certo fazendo mudanças rapidamente para adequar os produtos.

Todos os projetos – seja o desenvolvimento de um software ou o lançamento de uma marca – são divididos em etapas que devem ser executadas em prazos curtos. Esse plano, porém, pode ser mudado ao longo do curso se isto for necessário para que o produto final seja melhor. E a maior parte dessas decisões e discussões são feitas em grupo, porque a inovação ágil parte do princípio que, em conjunto, as pessoas têm ideias melhores.

Ter mais autonomia e arriscar mais também significa não fazer reuniões se elas não forem necessárias. Trocas de ideias de cinco minutos sobre uma decisão pontual entre três pessoas podem ser mais produtivas que reuniões de uma hora sobre projetos inteiros entre dez pessoas.

Ideias precisam ser encorajadas

O pesquisador Steven Johnson aborda, em seu livro De onde vêm as boas ideias?, o mito do gênio solitário. Ele diz que mesmo um gênio levaria um longo tempo para maturar uma boa ideia se estivesse sozinho. Ele levaria anos tendo várias ideias pela metade, e apenas a colisão desses palpites e conceitos parciais formaria uma grande ideia.

As metodologias ágeis levam isso em consideração, e por isso priorizam a formação de times multidisciplinares, com visões diferentes, para favorecer essas colisões de ideias. Como você pode incentivar isso na sua empresa? Criando mais espaços – físicos e virtuais – que sejam propícios para a troca de ideias, e não isolando a inovação em um departamento criativo, por exemplo. Tenha em mente também que as pessoas apenas se sentirão à vontade para compartilhar ideias se você estiver aberto a escutá-las e incentivá-las. O espírito de inovação também precisa estar presente nos líderes do negócio.

Aprenda mais com o cliente

Se as ideias de quem está criando o produto precisam ser ouvidas, quem vai comprar esse produto também precisa de atenção. As metodologias ágeis defendem que o consumidor faça parte do processo, e por isso se utilizam do mínimo produto viável, ou MVP (Minimum Viable Product). Este conceito, que faz parte da metodologia Lean Startup, é uma forma de detectar mudanças necessárias no seu produto ou serviço antes do seu lançamento integral através do feedback dos seus potenciais clientes.

Foi o que Mark Zuckerberg fez, por exemplo, no começo do Facebook. No princípio, a rede social foi testada apenas dentro da Universidade de Harvard com menos funcionalidades. Dessa forma, ele pôde observar como as pessoas se apropriavam da plataforma, e planejar os próximos passos do produto se baseando na forma que seus clientes o usariam.

Assim você consegue otimizar o seu negócio para que ele seja melhor recebido, gastando poucos recursos. E essa lógica deve se manter continuamente em todas as atualizações do produto ou serviço: você só vai ganhar ouvindo o que o cliente tem a dizer.

O segredo é você estar sempre aberta a mudanças – não só no produto ou serviço que você presta, mas na forma que a sua empresa funciona. Grandes corporações precisam gastar milhões para conseguir mudar a cultura interna da empresa e voltá-la para a inovação. Você não precisa gastar nada: é só procurar pensar diferente desde o começo. Reflita sobre como o seu negócio pode se beneficiar de ideias como as dos métodos ágeis e encontre o seu jeito de inovar.

 

Para você ficar mais segura:

Filmes: A Rede Social – David Fincher

American Experience: Silicon Valley – PBS

Livros: De onde vêm as boas ideias? – Steven Johnson

A Startup Enxuta – Eric Ries

Artigos: Six ways to bring Agile Innovation into your company – Econsultancy

Os 9 princípios da inovação ágil –  Endeavour

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