Das grandes corporações ao empreendedorismo digital

Eu sei / Eu sou  /   / Por Pedro Antunes  /  Por
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Depois de anos de trabalho e muito planejamento, muitas mulheres tomam a decisão de empreender. Seja pelo sonho de ter o próprio negócio, a vantagem de ter uma rotina mais flexível, ou mesmo pela oportunidade de explorar um novo setor. Da mesma forma, há quem nunca tenha pensado em empreender, mas que acaba caindo de paraquedas nesse mundo.

Gabriela Freitas, cofundadora da Proxy Media, faz parte do segundo grupo. Formada em Marketing pela ESPM, ela passou por várias empresas e nunca imaginou que um dia fosse ser uma empreendedora. “Nunca tinha ouvido falar em empreendedorismo, nem na escola, nem na faculdade”, diz Gabriela. Mas quando um conhecido pediu sua ajuda em um projeto, sua carreira tomou um novo rumo.

“A gente não tem educação voltada ao empreendedorismo no Brasil”

Foi a partir desse projeto, e com um colega que estava desempregado, que Gabriela resolveu apostar no marketing digital. Mas como o novo negócio estava no começo, ela manteve o trabalho em uma empresa mineira de logística. As duas funções exigiam que ela vivesse na ponte aérea entre São Paulo e Uberlândia. “Meu colega cuidava das tarefas do dia a dia, e eu focava mais nos projetos”, comenta. Depois de oito meses com dois empregos, ela decidiu que era hora de parar.

Quando percebeu que já conseguia pagar as contas com o novo empreendimento, Gabriela resolveu largar o emprego na companhia de logística. Ainda sem sede para o novo negócio, os novos sócios começaram trabalhando de casa. Aos poucos, os dois perceberam que abrir uma empresa não era tão simples.

“É tudo muito burocrático e você não tem ideia por onde começar”

Ela e o sócio tiveram que encarar toda a papelada, investir bastante tempo e resolver todas as questões do negócio, uma realidade bem diferente da que estavam acostumados trabalhando em grandes organizações. “As empresas grandes têm departamentos que cuidam de tudo. Aqui a gente tinha que fazer tudo, desde a compra de suprimentos, até a contratação de funcionários”, explica.

Foi então que Gabriela percebeu que, para empreender, é preciso arregaçar as mangas e colocar a mão na massa. Ela conta também que, no começo, foi difícil contratar funcionários, já que a ideia de que empreender no Brasil pode dar certo é algo recente. “Lembro que a primeira contratação foi para a área administrativa. Até então, a gente emitia as notas, mandava boletos”. Com a nova contratação, os sócios passaram a se dedicar mais ao que gostavam e que tinham experiência.

“A gente está sempre em contato com novas ideias”

O crescimento da Proxy Media aconteceu aos poucos, de acordo com Gabriela. Depois de cinco anos, a empresa conta com dez pessoas, mas os sócios ainda concentram o contato com os clientes. Sobre o rumo profissional que aconteceu por acaso, Gabriela diz: “Acabei caindo nessa área e me apaixonei. E o mesmo aconteceu com a empresa, me apaixonei pela dinâmica, pelas pessoas. Hoje não consigo me imaginar fazendo outra coisa”.

Como empreendedora, Gabriela observou que não existem muitas mulheres no setor, principalmente em tecnologia. “Percebi isso durante uma excursão ao Vale do Silício. Éramos apenas duas mulheres em um grupo de dezenas de brasileiros”. Além das poucas oportunidades, ela acredita que as mulheres não têm muitas referências de empreendedoras de sucesso. Apesar de fazer parte de um universo majoritariamente masculino, Gabriela conta que nunca sentiu preconceito, e que no varejo isso era muito mais comum.

Para quem ainda está pensando em empreender, Gabriela aconselha: “Eu acho que as mulheres precisam correr risco, isso é bom. Arriscar não significa fracassar. Mesmo que algo dê errado, você sempre aprende alguma coisa”. Assim como muitas outras empreendedoras, Gabriela aprendeu que empreendedorismo e aprendizado precisam andar juntos.

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