Elas largaram a carreira para trabalhar com o que mais amam: pets

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Oferecer comida de verdade para pets, saborosa, natural e nutricionalmente correta. Essa foi a ideia que fez Aline Merchan e suas sócias Mariana Zaia e Juliana Calixto deixarem o mercado de comunicação para abrirem a Comidinha Pet. Uma ideia que, em pouco mais de um ano de operação, já tem clientes fiéis e que demandam uma tonelada e meia de alimentos por mês.

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“O mais difícil no início foi entender um mercado novo que ainda não existia no Brasil”

Tudo começou em 2014, quando o cachorro de Aline passou a ter problemas com a alimentação. Foi uma peregrinação atrás de conselhos e receitas de veterinários. Quando notou que havia uma demanda por uma alimentação mais natural, que pudesse melhorar a saúde dos pets, decidiu apostar no empreendedorismo. Junto com outra jornalista, Mariana Zaia, Aline começou a estudar o mercado enquanto ainda trabalhava como freela na área do jornalismo. “Até a hora em que a gente viu que não dava mais. Ou a gente se dedicava 100% ou a empresa não acontecia”.

Foi quando entrou a terceira sócia, Juliana Calixto, 37 anos, que procurava uma alternativa de trabalho mais flexível depois do nascimento do segundo filho. O pontapé final foi a chegada de investidores anjos, que apostaram na ideia das sócias.  Assim foi aberta a Comidinhas Pet em 2017, com a venda de comida congelada para cães e gatos.

Comidinhas sob medida

A Comidinhas Pet se orgulha de ser a única empresa do mercado que entende a questão dos portes. “Os mais exigentes são os cães de pequeno porte, por exemplo, ‘exigem’ que tenha muita carne para considerar o prato saboroso”, explica Aline. Mesmo os gatos, de hábitos alimentares arraigados, têm opções saudáveis na Comidinhas Pet. E resultados na saúde dos animais aparecem: “temos casos de cães sem pelo, por causa de alergia alimentar que hoje são outros com as comidinhas.”

“Não tem preço você pode fazer seu dia, sua semana.”

Em relação aos tempos de carteira assinada, Aline vê a diferença. “Quando você é um funcionário, sai e desliga a cabeça quando não está no trabalho. Mas quando a empresa é sua, você não consegue desligar”. Como ainda estão no começo e a equipe é reduzida, as sócias se revezam em tudo o que há para fazer: visita aos clientes, gestão da cozinha, contatos com parceiros digitais. Sábado, por exemplo, é um dia de muito movimento por conta das revendas que funcionam a pleno vapor. “Mas depois, posso desfrutar de um passeio ao parque numa quarta-feira. Tem dia em que eu consigo tirar a manhã pra mim e trabalho até à noite.”

“A gente tem muito orgulho de ser uma empresa fortemente feminina”.

Se a família no início se assustou com a mudança de jornalista para “cozinheira”, hoje vê que Aline está no caminho certo, com uma empresa que fatura 70 mil reais por mês e que emprega 15 pessoas, 80% delas, mulheres. “A gente tem muito orgulho de ser uma empresa fortemente feminina”. Para as mulheres que têm o sonho de empreender como as sócias, Aline tem uma mensagem: “Hoje a gente vive um empoderamento feminino que é muito positivo. Podemos ser quem quisermos. Ir atrás dos nossos sonhos. Sigam com todas as forças os seus projetos.”

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