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Para Cinzia Brunetto, de 48 anos, tudo começou como atividade de renda extra, em 2011, vendendo trufas e pães de mel. Já Elaine Brunialti, 60 anos, cultiva desde jovem o amor – e a curiosidade – por preparar bolos e doces para a família. Com certeza, essas histórias devem soar familiares para você. Afinal, o mercado de doces, que chega a faturar R$ 12 bilhões por ano no Brasil, é uma importante porta de entrada para quem deseja trabalhar por conta própria no ramo de alimentação.

À frente da Dolci&Doces, em Mairiporã (SP), e da Donna Laine Confeitaria Artesanal, em São Paulo (SP), as duas empreendedoras compartilham suas trajetórias e dicas para outras mulheres que desejam transformar a paixão por doces em uma oportunidade de negócio:

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 Datas comemorativas: organização é palavra de ordem

Apesar dos doces terem saída o ano todo, o pico de vendas é sempre perto das principais datas comemorativas: Páscoa, Natal e Dia das Mães. E, como grande parte dos empreendedores, Cinzia e Elaine carregam histórias curiosas, que viraram aprendizados valiosos para esses períodos de maior movimento: uma delas passou 48 horas sem dormir, enquanto a outra precisou de um forno emprestado, para dar conta dos pedidos de Páscoa.

“A nossa primeira Páscoa, em 2018, foi bastante especial, com mais pedidos do que o esperado. Este ano foi menos intenso – reflexo do que aprendemos com o ano anterior”, avalia Elaine, que estabeleceu o seguinte cronograma: começa a pensar no cardápio especial com dois meses de antecedência. Este é o tempo que, em seu modelo de negócio, considera ideal para lançar um novo produto, incluindo testes e divulgação.

Já Cinzia ressalta outro motivo importante para organizar-se: “além das encomendas sazonais, precisamos atender normalmente a clientela fixa, de festas e outros eventos”. Para isso, trabalhe com fornecedores de confiança, para manter o estoque abastecido, e avalie a contratação de reforço para a equipe, mesmo que temporário.

Foto: Instagram @dolciedoces

Foto: Instagram @dolciedoces

Uma ajudinha das redes sociais

Mesmo vendendo geleias artesanais em feiras e para amigos, Elaine confessa que não tinha tanta disposição para conquistar novos clientes. Foi aí que entraram em cena a sobrinha Carina Brunialti e sua amiga Denise Aielo, com uma proposta de sociedade: elas passariam a cuidar do atendimento e das redes sociais. Assim, em novembro de 2017, aconteceu o lançamento da Donna Laine Confeitaria Artesanal, junto da estreia do perfil no Instagram.

“Quase toda semana recebemos pedidos de orçamento por ali. Tenho uma cliente que me achou pela internet e atendi com lembrancinhas para a maternidade, e agora já estamos cotando doces para o batizado do bebê”, conta a empreendedora. Ela conta algumas dicas: postar periodicamente, com atenção para a qualidade das fotos, e aproveitar a rede para criar uma network de consumidores, fornecedores do ramo de festas e influenciadores.

Não pare de estudar e buscar tendências do mercado

As duas empreendedoras são unânimes sobre a importância de cursos e pesquisas para aprender técnicas e melhorar sempre. “Nos preocupamos em fazer um cardápio com opções diferentes, buscando encantar clientes que queiram inovar em suas comemorações. No fim de ano, fizemos sucesso com suspiros personalizados com temáticas natalinas”, relembra Elaine, que repetiu a fórmula nessa Páscoa. “No último ano, tenho me especializado em suspiros recheados e identifiquei uma demanda de mercado para o produto”.

Foto: Instagram @donnalaineconfeitaria

Foto: Instagram @donnalaineconfeitaria

Não esqueça do propósito: a satisfação dos clientes

Sabe aquela sensação de missão cumprida, por saber que o cliente está satisfeito? “Essa é a melhor parte”, define Cinzia.

“Eu preciso saber se fiz um bom trabalho, fico ansiosa, na expectativa. E, quando me ligam dizendo ‘estava tudo maravilhoso, os convidados adoraram os doces’, é o melhor pagamento”.

Para você se sentir mais segura:

Quer abrir um café ou restaurante? Previna-se de riscos e proteja seu negócio – Mulheres Seguras

Bolos e doces caseiros – Retorno ao mercado com alto valor agregado – Sebrae

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