Isso me Inspira: Ajudando pais e mães através da tecnologia

Isso me Inspira, Networking  /   / Por Aline Mello  /  Por
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Ana Paula Prati nasceu em uma família de empreendedores. Desde cedo conviveu com os desafios e responsabilidades de quem tem o próprio negócio, e talvez por isso mesmo sua primeira experiência como empreendedora tenha sido muito cedo, quando ainda estava na faculdade de design, em uma cafeteria que ela e a irmã dividiam com a mãe. Hoje, ela é sócia da Baby Check-In que, com menos de dois anos de mercado, já se destaca entre startups do Brasil e da América Latina.

Depois de se formar em Design de Produto no Rio Grande do Sul, Ana se mudou para São Paulo. Foi lá que a empreendedora se aproximou do universo da maternidade, quando trabalhou em duas multinacionais fabricantes de produtos para bebês. Sua experiência de quatro anos trabalhando com comunicação e posicionamento de produtos foi fundamental para que o projeto do aplicativo Baby Check-in tomasse forma.

“Eu lia muitos blogs de mães e via que elas sentiam muita dificuldade de sair de casa”, conta Ana, que percebeu que faltava um produto que ajudasse as mães de primeira viagem com alternativas de lugares e atividades que elas pudessem fazer com os filhos pequenos. Foi aí que, no final de 2014, surgiu a ideia de fazer um aplicativo, nos moldes de apps como o Foursquare, que sugerisse lugares baby-friendly nas cidades.

“Abri uma página no Facebook sem ter nada e comecei a conversar com pais e mães”, conta ela. O Baby Check-In ainda estava tomando forma quando ela recebeu uma mensagem de uma ex-colega de universidade, Marina Beloray, que se interessou pelo projeto e se tornou sócia de Ana. Mais recentemente, as empreendedoras encontraram um terceiro sócio, o desenvolvedor Maicon Santos.

“Os sócios de uma empresa precisam ser complementares”

O time de sócios se divide entre três cidades: Ana trabalha em São Paulo, Marina em Porto Alegre, e Maicon em Florianópolis. Apesar da distância, a empreendedora garante que a parceria funciona muito bem, principalmente porque cada um tem um papel bem definido. “No começo eu e a Marina fazíamos tudo, mas não dava certo”, relembra Ana. Por isso, hoje os sócios definem juntos as responsabilidades e tarefas de cada um em reuniões semanais. “Cada um define o prazo que quer e faz o seu horário, desde que as entregas sejam feitas”, afirma Ana.

No momento, os sócios do Baby Check-In estão focados no lançamento da nova versão do app. A primeira versão, lançada em dezembro de 2015, foi um MVP (mínimo produto viável), desenvolvido para testar o mercado. O investimento em uma versão inicial do produto, mais simples, foi essencial para entender melhor o uso que as pessoas fariam do aplicativo, e mudou algumas suposições que as sócias tinham em relação ao público.

“A gente não pode ver problemas em errar. É melhor errar agora para aprender.”

O primeiro app mostrava todos os lugares de uma cidade, que podiam ser avaliados pelos usuários. “No começo, a gente achou que os pais iam querer avaliar tudo”, conta Ana, que afirma que na prática não foi bem isso que aconteceu. Como o aplicativo mostrava muitos locais, incluindo os que não eram baby-friendly, os sócios perceberam que o app acabava atrapalhando mais do que ajudando.

Por isso, o novo Baby Check-In vai mostrar somente lugares como restaurantes, museus e parques, e atividades que os pais podem frequentar com os filhos. “Estamos indo nos lugares e avaliando os ambientes, e os estabelecimentos podem se cadastrar”, conta Ana. A ideia é que o aplicativo fique cada vez mais colaborativo: “A gente acredita que os pais têm o perfil de se ajudar e isso tem que ser potencializado”, afirma. Além de avaliar os lugares, os pais também podem cadastrar suas sugestões. A equipe do Baby Check-In não teria esses insights se não tivesse se arriscado e colocado a primeira versão do produto no ar. Perder o medo é um dos grandes conselhos que Ana tem para outras empreendedoras. “Toda vez que a gente erra, avalia o que não deu certo e o que a gente pode tirar daquela experiência”, reflete Ana.

Outro grande aprendizado que ela teve na vida de empreendedora é a diferença que faz o apoio de outras empreendedoras. Ana sempre frequentou eventos de startups e empreendedorismo, como o Startup Farm e o Café com Empreendedoras. Foi fazendo networking em oportunidades como essas que ela conheceu Ana Fontes, idealizadora da Rede Mulher Empreendedora e hoje mentora do Baby Check-In. No final de 2015, a fundadora da Rede conseguiu um patrocinador para Ana e Marina participarem do  WeXChange, evento que reúne mulheres empreendedoras e investidores de toda a América Latina em uma série de workshops e mentorias. O resultado da participação foi incrível para o Baby Check-In: a empresa ficou em sétimo lugar entre 112 projetos.

“Ouvir histórias de outras empreendedoras dá mais coragem, recarrega as energias.”

Para Ana, os aprendizados e contatos que ela teve nos eventos e encontros de empreendedoras foi essencial para ela seguir em frente com o seu projeto. E por isso ela recomenda que outras empreendedoras aproveitem essas oportunidades. “Você se inteira do mercado, e não se sente tão sozinha”, afirma Ana, que pretende continuar buscando apoio e ajudando outras mulheres, que como ela, estão vivendo o sonho do empreendedorismo.

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