Isso me Inspira: “Comecei batendo de porta em porta”

Isso me Inspira  /   / Por Pedro Antunes  /  Por
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Quando decidimos encarar um novo projeto, é comum encontrarmos obstáculos e pessoas que não acreditam na gente e acham que nada vai dar certo. Com um empreendimento também é assim, e a corretora Leila Kasprzak sabe bem disso. Depois de mais de 30 anos no setor, ela conta que não foi nada fácil chegar onde está, mas que nunca pensou em desistir. Hoje Leila é dona da KGB Seguros, corretora especializada em seguros no setor de construção civil.

“Não tinha nem noção do que era trabalhar com seguros”

Moradora da cidade de Santos, foi através de uma amiga que Leila descobriu o setor. “Eu perguntei para ela: ‘ganha dinheiro?’, ela disse que sim, e foi aí que comecei a vender seguros de saúde”. Depois de construir uma carteira de clientes batendo de porta em porta, Leila resolveu se profissionalizar, estudar e partir para o próprio negócio.
As dificuldades começaram quando percebeu que tinha muita gente contra seu projeto e que não tinha apoio nem do marido. “Eu nasci em crise. Comecei montando escritório, comprando mesas, telefone, e tinha 30 dias para pagar a linha telefônica”. Na época, sua empresa tinha apenas seis ou sete clientes, e ela admite que o começo foi difícil. Como o marido era contra sua nova empreitada, ela decidiu se separar e acabou criando o filho sozinha: “Criei o meu filho só com os seguros”.

“É difícil criar confiança sendo mulher”

Aos poucos, Leila foi abrindo o leque de produtos da sua corretora, mesmo sem saber exatamente como trabalhar com eles. “Me perguntavam se eu vendia outros tipos de seguro, e eu respondia que sim, sempre”. Aos poucos, ela passou a se especializar em novos tipos de seguro, e a conquistar a confiança dos seus clientes. “Eu tinha dois trabalhos: provar minha capacitação e provar minha competência”. Mas ela nunca desistiu e, no fundo, sabia que ia alcançar o sucesso.

Uma grande perda pessoal abalou a vida de Leila, em todos os sentidos. Em 2007, ela perdeu o filho de 23 anos, depois de uma luta de quase 6 anos contra uma doença simples, mas de difícil tratamento. Nesse momento, ela precisou decidir se continuava o trabalho, ou desistia. Foi aí que percebeu que a vida devia continuar, e que, se parasse, seria muito difícil conseguir voltar. Nessa hora, o bom relacionamento com os clientes fez toda a diferença. De acordo com ela, foram eles quem deram apoio e força para que ela não abandonasse o negócio.

“Curto aquilo que consegui. Curto cada cliente.”

Hoje em dia, Leila se diz muito satisfeita e feliz com a carreira que escolheu. “Fico muito contente de ter para onde ir, tenho um trabalho. Tenho pessoas que dependem de mim, aí dá vontade de trabalhar”. Leila diz que o caminho foi longo, a passos de formiguinha, mas também acredita que as mulheres estão dominando o mundo. E para quem já é empreendedora ou está pensando em se aventurar nos negócios, ela tem um recado: “Não desista por nenhum motivo. Vai haver obstáculos, desavenças, pessoas tentando te desestimular. Não escute. Defina metas e olhe só para a frente. Vale a pena”.

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