Isso me Inspira: “Empreendi para fazer o que eu amo”

Isso me Inspira  /   / Por Aline Mello  /  Por
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Empreender não esteve sempre nos planos de Andrea Krueger. Durante a faculdade de jornalismo, ela experimentou diferentes áreas, trabalhou em assessorias de imprensa e tentou uma carreira como jornalista cultural, mas foi apenas quando descobriu a pesquisa de tendências que teve certeza do que queria fazer. Com um mercado praticamente inexistente em Curitiba, abrir a Berlin, agência de pesquisa de mercado e tendências, foi a saída que Andrea encontrou para trabalhar com o que gostava, e ela não larga essa vida por nada.

Sem saber qual caminho seguir depois da faculdade, Andrea decidiu estudar no exterior. A empreendedora fez alguns cursos de extensão em Londres e depois partiu para Barcelona para uma pós-graduação em Coolhunting, como é chamada a pesquisa qualitativa de tendências.  “Foi aí que me apaixonei, me encontrei”, conta ela. Andrea aos poucos foi percebendo que a área tinha muito a ver com a sua  formação. “O dia a dia da pesquisa é fazer perguntas, ir atrás de fontes confiáveis”, explica ela. Ou seja, uma rotina não muito diferente da de uma repórter.

“Muitas pessoas me desencorajaram. Você escuta muito quando quer fazer algo novo.”

O tempo passou, e depois de anos fora do Brasil, Andrea, com 28 anos, decidiu que precisava de um pouco de estabilidade. “Eu já havia passado muito tempo longe da minha família”, conta ela. De volta em Curitiba, a empreendedora começou logo a buscar clientes para estruturar a Berlin, mas a falta de apoio no começo foi difícil. “Me diziam que Curitiba jamais teria mercado para pesquisa de tendências”, relembra.

A resistência não desmotivou Andrea a seguir seu sonho. “Eu corri atrás, comecei a dar aula e preparar cursos para apresentar o trabalho de pesquisa de tendências para as pessoas”, diz ela. As aulas de pós-graduação e palestras que a empreendedora faz em Curitiba e outras cidades são, até hoje, o meio que Andrea usa para prospectar novos clientes. E a estratégia tem dado muito certo. Com sete anos de mercado, a Berlin tem no seu portfólio muitos nomes bem conhecidos, de multinacionais a empresas locais.

Diferentemente da ideia inicial que a empreendedora tinha para o negócio, a maior parte dos projetos que a Berlin faz são de pesquisas de mercado e de campo, e não coolhunting. Mesmo assim, o trabalho de Andrea não deixa de ser muito dinâmico: “Estou sempre aprendendo alguma coisa”, conta ela, que já fez pesquisas sobre cosméticos, bancos, tecidos, cerâmica, alimentação, joias, e mais uma porção de assuntos.

“A melhor parte do empreendedorismo é ter autonomia. Sou dona do meu tempo.”

Como a Berlin funciona por projetos, Andrea faz parcerias com freelancers e não tem equipe fixa. “Já tive estrutura fixa, mas vi que funcionava melhor dessa maneira”, explica ela. Afinal, como os temas mudam muito de cliente para cliente, a cada projeto a empreendedora precisa buscar especialistas da área.

Essa autonomia é o que fez Andrea se apaixonar pela vida de empreendedora. “Eu trabalho do jeito que eu quero, e isso inclui, sábado, domingo, feriado…”, conta a empreendedora, que afirma que a flexibilidade de horários compensa a rotina puxada. Afinal, é assim que ela consegue conciliar os projetos da Berlin e as aulas que dá com a vida de mãe. “Agora que eu tive uma filha, eu vejo que não poderia ter escolhido um caminho melhor para mim”, revela.

Além da flexibilidade, Andrea quer poder continuar, nos próximos anos, oferecendo oportunidades para outros profissionais e convencendo mais pessoas e empresas da importância que a pesquisa de tendências e de mercado tem. “Quero seguir fazendo minha parte para ajudar nosso país a crescer, para que a minha filha cresça num país melhor”, afirma a empreendedora, feliz por poder alcançar esse objetivo fazendo o que mais ama.

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