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Quem nunca mudou de rumo na carreira, ou pelo menos pensou em mudar? Às vezes descobrimos que o curso superior que escolhemos não era bem o que pensamos para nosso futuro profissional, ou surge a oportunidade de abrir o próprio negócio e decidimos encarar o desafio. Foi mais ou menos assim com a Cátia Alves, de Santos, em São Paulo.

Depois de passar em um concurso, trabalhar em banco e entrar no mundo dos seguros, Cátia resolveu mudar de vida: junto com o marido, decidiu abrir uma corretora de seguros. Apesar da ideia ser conjunta, ela tomou logo no começo o controle dos negócios, já que seu esposo tinha na época um emprego melhor, como gerente em uma seguradora. Não demorou muito para Cátia perceber que não estava preparada para ser dona da própria corretora. Mas isso não foi motivo para ela desistir do seu sonho.

“Você não pode entrar de cabeça no negócio sem conhecer o mercado, sem saber como são as taxas, os impostos”

Cátia confessa que, na época, não sabia nem por onde começar. Foi quando ela decidiu cursar a faculdade de Direito, para entender melhor o mundo dos sinistros e poder dar uma consultoria mais qualificada. “Nunca atuei no Direito, mas queria ter informações que me ajudassem na área de seguros, para dar assessoria aos clientes”, conta Cátia.

Depois de alguns anos de estudo e experiência acumulada, Cátia assumiu a parte financeira da empresa e, por causa do crescimento do negócio, o marido deixou o emprego para trabalhar na corretora também. Antes de empreender, ela pensava que ter o próprio negócio seria tranquilo e permitiria que ela cuidasse do filho e da família com calma. Nada disso. “É muito difícil. Se gasta muito tempo, é muito trabalho, e naquela época, era tudo feito na mão. Achei que seria mais light, mas é preciso se dedicar bastante”, reflete.

“Sempre fui vista como a mulher do corretor, demorou para ser respeitada como corretora”

Comemorando 20 anos de mercado e de corretora, Cátia se diz realizada na profissão, e orgulhosa de tudo o que a empresa já conquistou. De acordo com ela, hoje a corretora não é tão grande, mas tem uma carteira de clientes fixa. “O foco é atender os clientes atuais, e crescer um pouquinho. Hoje a gente vende todos os produtos. Não pode ficar num produto só”, comenta. Além do sucesso da corretora, Cátia diz que se sente no mesmo nível do marido, não há mais diferença como quando namoravam.

E para quem está pensando em empreender, Cátia tem um conselho: “É preciso trabalhar, e trabalhar direto. E então uma hora você é reconhecida. É importante fazer cursos, estar presente. Quando você faz com dedicação e honestidade, você chega lá”. Ela também ressalta que é essencial conhecer o mercado, estudar, pesquisar, aproveitar ferramentas como a internet e entidades como o SEBRAE.

A Cátia é um exemplo de que correr atrás dos seus sonhos sempre vale a pena, desde que você esteja preparada. “Eu aprendi no dia a dia, e esse não é o melhor caminho. Se você conhecer tudo certinho, não tem como dar errado”, finaliza ela.

 

Para você ficar mais segura:

A história da Cátia deixou você inspirada, mas você não sabe o que fazer para se tornar uma corretora? O processo não é muito difícil. Para começar, você precisa ter ensino médio completo e depois deve fazer o Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros. Para tirar o exame de letra, a Fundação Escola Nacional de Seguros oferece cursos de capacitação. Depois disso, você pode escolher trabalhar como autônoma, ou trabalhar em uma corretora de seguros maior. Quem sabe, no futuro, você até resolve empreender como a Cátia e abre sua própria corretora?

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