O que podemos aprender com Aretha Franklin

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Considerada pela revista Rolling Stone a maior cantora de todos os tempos, Aretha Franklin nos deixou em agosto, aos 76 anos de idade. Seu legado é imenso, não só como o artista mas também como exemplo de personalidade que usou sua posição de destaque para lutar pelos direitos civis e inspirar mulheres em todo o mundo.

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Ela manteve vivo o seu sonho
O início da vida de Aretha não foi fácil. Seu talento era evidente desde muito cedo. Motivo pelo qual aos 10, logo após a morte da mãe, Aretha começou a cantar na igreja. Aos 12, ficou grávida e foi mãe pela primeira vez. Aos 14, pela segunda. Tudo lutava contra, mas ela nunca deixou de cantar. Ainda aos 14, gravou seu primeiro álbum de música gospel. Aos 19, foi para Nova York com duas gravações demo debaixo do braço atrás de uma chance nas grandes gravadoras. Foi assim que conseguiu o seu primeiro contrato, com a Columbia Records.

Ela disse as coisas do seu jeito
Aretha permaneceu por seis anos na Columbia Records, onde gravou nove álbuns, mas não emplacou nenhum sucesso cantando jazz e blues. Foi quando tomou a decisão de mudar de gravadora e apostar no R&B. Mas faltava ainda um grande sucesso, uma música símbolo que fizesse seu nome ficar definitivamente gravado na história da música. A resposta estava numa canção de Otis Reding – que falava de um homem que chegava em casa do trabalho e pedia para ser servido pela sua mulher. Aretha fez a sua versão da letra, desta vez de uma mulher que pede respeito. “Respect”, na versão de Aretha, ficou no topo das paradas por três semanas em 1968, levou a cantora a gravar o lendário álbum “Lady of Soul”, que rendeu a ela o título de “Rainha do Soul”. Como disse Aretha: “Às vezes, o que você está procurando já está lá.”

Ela lutou pela igualdade de gêneros
“Respect” e Aretha estouraram em 1968, justo quando o país estava imerso na tensão que vinha dos movimentos pelos direitos civis. O movimento negro viu na música de Aretha uma declaração contra a opressão em favor do empoderamento feminino. “Eu não imaginava que minhas músicas se tornariam hinos para as mulheres. Mas isso me faz feliz”, disse ela à revista Time, em setembro de 2017.

Ela lutou pelos direitos civis
Aretha não se limitou a ser apenas a cantora da música símbolo. Ela se posicionou diante de todas as questões envolvendo os direitos civis, como quando cantou no funeral do líder negro Martin Luther King, assassinado também em 1968. Na prisão da ativista Angela Davis, em 1970, Aretha declarou: “Angela deve ser libertada. […]Eu já estive presa por perturbar a paz em Detroit e sei que você deve perturbar a paz quando você não tem paz de maneira nenhuma”.

Ela honrou o seu papel de liderança
Sobre o seu papel de influência, Aretha declarou: “ser uma rainha não é só sobre cantar… Tem muito a ver com o seu serviço para as pessoas. Sua contribuição social e cívica para a sua comunidade” disse. “É realmente uma honra se eu posso ser uma inspiração para uma pessoa ou cantora mais jovem. Significa que eu fiz o meu trabalho.” 

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