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Antes de iniciar um empreendimento, as pessoas costumam pesquisar exaustivamente várias coisas, como tipo de empresa, capital inicial necessário, público-alvo, imóvel, equipamentos, e por aí vai. Mas mesmo se preparando bem para não deixar ponto sem nó, sempre existem preocupações que não deixam você dormir tranquila. “E se algo der errado?”, “Quando eu chegar na loja de manhã será que tudo vai estar como deixei?” são alguns dos pensamentos que adoram aparecer assim que você deita a cabeça no travesseiro. E para você não precisar passar por isso existe a gestão – ou prevenção – de riscos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, “gestão de risco é a definição do conjunto de eventos, externos ou internos, que podem impactar os objetivos estratégicos da organização”. Ou seja é pensar em prevenir e não remediar, como no velho ditado, só que nos seus negócios.

A gestão de risco não vai eliminar todos os possíveis problemas da sua empresa, mas com certeza ajuda a diminuir bastante. E para não ser pega de surpresa, não tem jeito, o melhor é se preparar com muita informação e pensamento estratégico. Quem pode ajudar você com isso são os consultores de gestão de risco, que fazem uma avaliação do que precisa ser considerado e a partir disso criam um plano de ação. Assim você pode economizar dinheiro e aumentar sua segurança, pois as medidas tomadas se tornam mais certeiras.

Os fatos provam que não adianta você comparar o sistema de segurança da sua floricultura com o da escola de inglês da sua amiga. Para o consultor Eduardo N. Cruz, de Porto Alegre, a instalação de câmeras ou alarmes nem sempre é a melhor opção, mas a contratação de um seguro é sempre recomendada. “Se você tem uma cafeteria, por exemplo, as câmeras não previnem um assalto, só fazem com que você possa vê-lo depois. Já o seguro permite que você abra o seu negócio no dia seguinte, com todos os equipamentos necessários para o trabalho”, explica.

E no que diz respeito ao seguro mais indicado, cada ramo tem suas peculiaridades, como mostra um estudo feito pela Liberty Seguros. Nele são apontados os principais riscos em pequenas e médias empresas de São Paulo, de acordo com o ramo do negócio. Em pet shops, por exemplo, acidentes de banho e tosa estão entre os sinistros mais registrados. Já em bares e restaurantes, danos elétricos, seguidos por roubos de valores e de bens estão entre os danos mais frequentes.

Existem diversas modalidades e coberturas para pequenas e médias empresas. A Liberty Seguros oferece opções para Consultórios (clínicas médicas, dentárias e de estética); Escritórios (com atuação em consultorias, imobiliárias, escritórios de advocacia, contabilidades); Restaurantes e Bares (para pizzarias, pastelarias, lanchonetes, buffet); Floriculturas; Pet Shops (ou clínicas veterinárias); Papelarias; entre outros. O seguro para clínicas de estética, por exemplo, cobre queimaduras na pele com secador de cabelo ou chapinha, acidentes com tratamentos químicos, ou do uso de navalha, tesoura, lâmina e outros instrumentos para corte de cabelo.

“As incertezas afetam os negócios em escala muito maior do que percebemos”, diz Cruz. A diferença entre uma empresa que prospera e outra que sobrevive, ou até mesmo desaparece, de acordo com ele, é ter duas perguntas em mente: Do que você tem certeza? e O que pode dar errado em um negócio? Segundo ele, “qualquer coisa pode sair do planejado, principalmente se o risco não for conhecido ou administrado”.

Pensar sobre riscos antes de abrir seu negócio e definir como preveni-los pode fazer você poupar muitas dores de cabeça. E muitas noites mal dormidas também.

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