Por que a igualdade de gênero precisa começar dentro de casa

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Você, mulher, já se pegou pensando em como encarar a “jornada dupla”? Ou tripla – e por aí vai – se, além do trabalho e da casa e família, a rotina inclui estudar, investir em um novo negócio ou mesmo dedicar tempo a si mesma. O ato de cuidar do outro é uma característica inerente ao ser humano, no entanto, para as mulheres, o aumento da participação no mercado de trabalho não diminuiu, na mesma proporção, a responsabilidade por atividades domésticas.

Este é um dos insights do artigo “Para ter sucesso, a mulher precisa mais do que ‘uma mão’ em casa”, do Google. Nós listamos os principais pontos deste e de outros estudos que apontam que uma das principais fontes de desigualdade entre mulheres e homens está onde deveríamos nos sentir mais seguras e compreendidas: dentro de casa.

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Não é sobre ter “ajuda”, mas dividir responsabilidades

Será que ser multitarefas é uma habilidade naturalmente feminina ou algo imposto, já que a divisão de tarefas e responsabilidades não é igual? Dados do IBGE de 2017 indicam que, no Brasil, não existe sequer uma faixa etária ou de renda em que as mulheres realizem menos tempo de trabalho doméstico que os homens. A constatação é ainda mais evidente na faixa de menor renda mensal (até R$ 1 mil), quando a diferença semanal supera 10 horas.

Cuidado: os estereótipos se repetem com as crianças

Segundo dados do IBGE de 2015, reunidos pelo Google, as mulheres dedicam 26 horas por semana a atividades domésticas, contra 11 horas dos homens. A diferença vem desde a infância: para crianças de 10 a 14 anos, a colaboração das meninas com as tarefas de casa é quase 3 vezes maior (7,6 horas por semana) do que a dos meninos. Por este e outros motivos, cerca de 1,1 bilhão de meninas pelo mundo, segundo diretora da ONU Mulheres, ainda precisam desafiar o status quo para vencer estereótipos, como o de que ciências e tecnologia não são áreas para elas.

O caminho do empreendedorismo

As mulheres são quem mais empreende no Brasil. Sem dúvida, o empreendedorismo é uma oportunidade incrível de conquistar empoderamento financeiro e realização profissional. No entanto, entre microempresários brasileiros, 48% das mulheres afirmam ter decidido abrir o próprio negócio por necessidade. Ou seja, para muitas, empreender não é uma opção, mas, sim, o único caminho. De acordo com o Google, 16% das mães e 11,5% das mulheres que são chefes do lar estão desempregadas.

Tecnologia e “sororidade digital”

A união e a empatia entre mulheres também vive no mundo digital. Enquanto a tecnologia ajuda a aproximar pessoas e criar redes de apoio, sem barreiras físicas, os dados do Google sobre o YouTube demonstram que as espectadoras estão usando o conteúdo para tornarem-se ainda mais independentes. Em 2018, a visualização de vídeos sobre investimento de dinheiro cresceu 200% entre as mulheres, e apenas 60% para homens. Elas, no entanto, ainda são o público de 67% do conteúdo assistido sobre cuidados com crianças.

Sim, a divisão justa e equilibrada do trabalho – dentro e fora de casa – entre mulheres e homens ainda é um desafio a ser vencido. Vamos encarar isso juntos e colocar a igualdade de gênero em prática, de uma vez por todas?

Para você se sentir mais segura:

Cinco youtubers mulheres que você precisa seguir – Mulheres Seguras

Paridade de Gênero na agenda 2030 – ONU Mulheres 

Quadrinho explica por que as mulheres se sentem tão cansadas – Hypeness

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