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No final de 2015, a ONU divulgou uma lista de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Metas que devem guiar o mundo até 2030, para que ele atinja um futuro saudável. O quinto objetivo é “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”. Isso porque garantir oportunidades iguais para mulheres e homens em todas as esferas não é apenas beneficiar as pessoas do sexo feminino: tem impacto na produtividade da força de trabalho, na saúde das famílias e na economia. Como mostramos aqui, somente para o Brasil, a mudança representaria, em dez anos, um crescimento de US$ 850 bilhões.

Desafios
Falta pouco mais que uma década para 2030, ano que guia as metas da ONU. Mas será que estamos prontos para alcançar a igualdade até lá? A análise em alguns setores é bastante pessimista. Uma previsão do Fórum Econômico Mundial apontou que seriam necessários mais 170 anos para, de fato, eliminar por completo a disparidade de salários entre os gêneros no mundo. A porcentagem de mulheres entre os bilionários, 10,4% em 2016, por exemplo, cresce muito lentamente. A desigualdade também tem reflexo no crescimento do número de empreendedoras: somente uma a cada quatro tem uma empresa com receita bruta maior que R$ 30 mil mensais no Brasil.

No caminho certo
Esses números desanimam, mas o cenário pode ser mais positivo do que parece: a verdade é que a mudança de cultura necessária para alcançarmos uma evolução como essa teve um grande avanço nos últimos anos. E aponta para mais transformações positivas no futuro. É o que mostra o relatório Next 5, da Liberty Seguros, que levantou as principais tendências que vão moldar o mundo nos próximos anos.

Um sinal claro de que estamos no caminho certo é que as mulheres estão lutando pelos seus direitos. A geração que o Next 5 chama de pós-demográficos rejeita marcas que se comunicam com o público feminino por meio de estereótipos. Além disso, as mulheres, e até os homens, estão cada vez mais cientes da importância que o empoderamento feminino tem para a sociedade, graças a inúmeras iniciativas como a Think Eva e Empodere Duas Mulheres.

Essa mudança de comportamento também causa reflexo nas famílias, como mostra o estudo da Liberty Seguros. Nos Estados Unidos, o tempo que os pais passam com seus filhos triplicou desde 1965. No Brasil, a proporção de famílias brasileiras chefiadas por mulheres passou de 22,9% em 1995, para 38,1% em 2012. Essa mudança de comportamento, felizmente, tem sido valorizada também por empresas. A Natura, por exemplo, instituiu a licença paternidade de 40 dias pagos, que podem ser estendidos para até 70 dias com férias. Você lê mais dados como esses no hotsite do Next 5, clicando aqui.

Com uma divisão mais justa dos papéis de cada gênero dentro de casa, empresas abertas à mudança e mais consciência sobre a igualdade de gêneros, teremos mulheres cada vez mais empoderadas para lutarem pelo seu espaço. Ainda temos grandes desafios para vencer, na economia e em posições de liderança, mas você, que é empreendedora, tem a chance de mudar esse cenário. Valorize as profissionais na sua empresa, contribua para movimentos de empreendedorismo feminino, empodere as mulheres que fazem parte da sua vida, e conscientize os homens sobre a importância da colaboração deles. Assim, juntas, fica mais fácil percorrer o caminho da igualdade de gênero.

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